Fotos retratam um Brasil escravo não tão distante

04/01/2015


Salvador, em 1884 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Crianças admirando a vista da Glória, homens colhendo café e vendedoras de frutas na calçada. Descritas, seriam imagens cotidianas do Brasil, porém retratam um Brasil entre 1860-1885, ou seja, um Brasil escravo.

As fotos não documentam explicitamente a violência sofrida pelos negros, mas a sensação de opressão pode ser interpretada. Em uma das fotos, vemos um menino branco bem vestido se divertindo com o seu brinquedo, enquanto um grupo de crianças negras veste roupas esfarrapadas.

Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro, 1865.(Georges Leuzinger/Acervo Instituto Moreira Salles).

As imagens retratam, além de situações urbanas, o trabalho rural. Também nota-se que a maioria das fotos são posadas, uma exigência devido ao tamanho e peso do equipamento na época, mas carregam, assim, um tom artístico idealizado pelo fotógrafo. Apesar do movimento abolicionista estar ativo neste período, as fotos não tinham a intenção de denunciar a escravidão.

O acervo faz parte do Instituto Moreira Salles

 Bahia, 1870. (Acervo Instituto Moreira Salles)

 Lavagem do ouro, Minas Gerais, 1880. (Foto: Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Bairro da Glória visto  do Passeio Público, Rio de Janeiro, 1861 (Revert Henrique Klumb/Acervo Instituto Moreira Salles)

  Colheita do café, Rio de Janeiro, 1882 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles)

 Colheita de café, Vale do Paraíba, 1882 (Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles

 Trabalho no interior de uma mina de ouro, 1888, Minas Gerais. (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles)

Bahia, 1860 (Acervo Instituto Moreira Salles).

Quitandeiras em rua do Rio de Janeiro, 1875 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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