Mulher e Negra S/A

13/10/2015


Esta semana, uma amiga jornalista branca, no Brasil, digo no Brasil porque em outros pontos deste planeta seria negra, me pediu para explicá-la como é ser negra no Brasil. Segue o meu relato.

Estou sentada à mesa de um restaurante em Ipanema, onde um prato custa R$70. Sou a única negra do recinto, com exceção da bela "hostess" do restaurante. Ao redor, as pessoas me olham e  se questionam o porquê de eu estar ali. Devem já concluir que o meu parceiro branco é quem pagará a conta. Afinal,  sou mulata exportação.

Que estudei em uma das melhores universidades do país, fiz mestrado no exterior, trabalho para uma grande empresa e divido a conta em casa, isso pouco importa. O meu perfil já foi carimbado. Ouço que fui afortunada com o casamento.

Entro na sala do angiologista em busca de tratamento para as varizes, o especialista diz que é normal para profissionais do meu ramo. Pergunto se ele sabe o que faço, ele, em tom elogioso, não titubeia:

- Tenho certeza que você é uma ótima cozinheira.

Eu estou na base da pirâmide. Minha beleza é reprimida o ano inteiro, mas podemos sair da caverna durante o carnaval, mas só um pouquinho, e não se acostume! Minha virtude se calcula pela simetria do meu quadril.

Por favor, não me taxe como pessimista. Evoluímos. Sou a primeira da minha família a quebrar o elo entre pobreza e trabalho doméstico, que desde o período pós- abolição regeu o progresso, ou a falta dele, dos meus antepassados.

Tudo o que precisamos é a oportunidade. Pequenos passos caminhamos, buscando e criando referências.

Mas se você mata um leão por dia, pode ter certeza que, como mulher e negra, eu já tive que matar dois antes de você terminar a leitura deste texto.

E você, qual é a sua história? 

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Jada Pinkett Smith fala sobre boa forma e casamento com Will Smith

05/01/2015


Ela tem 43 anos, dois filhos, um casamento de quase 20 anos,  uma carreira sólida como atriz e cantora de Rock. Opa, só esqueci de mencionar que ela tem um corpo escultural!

Jade Pinkett Smith é a capa da revista americana Shape. Na entrevista, ela compartilha  sua rotina de exercícios e os segredinhos do casamento saudável com o também ator Will Smith.


"Eu adoro subir e descer escadas. É um ótimo exercício de cardio e resistência", disse a atriz ao revelar que seu apartamento tem 32 degraus de escada.

"Meu personal e eu trabalhamos com repetição de exercícios, não excesso de peso, já que o foco agora é definir o corpo", completou.


Quanto a manter a chama do casamento acesa, a resposta foi livros. Ler e discutir livros que os possam desafiar.

"Me excita ser desafiada espiritual e intelectualmente pelo Will. Para mim, isto é um jogo de sedução",


Somente um adendo, Já viram a foto que anda circulando na internet da mãe da Jada? Ela tem 61 anos, e não preciso falar mais nada, né? Tá no DNA, povo!
Jada com a mãe e a filha Willow Smith

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Retrospectiva Black 2014

04/01/2015


2014 se foi, mas alguns fatos ainda estão nas rodas de bate-papo. Confira a nossa lista com os principais assuntos do mundo artístico, nem todos são positivos. Lembrou de alguma coisa que não incluímos? Adicione aos comentários!

1- Casamento da Solange Knowles


2- Globeleza Nayara Justino em depressão após insultos racistas

3- Solange Knowles (ela de novo) atacando Jay-Z no elevador


4- A polêmica do seriado "O sexo e as Nêgas"

5- Lupita Nyong´o vence o Oscar e é eleita a mulher mais bonita do mundo

6- O casamento luxuoso do Kanye West com a socialite Kim Kardashian

7- O tour de "On the Run", do casal Beyoncé e Jay-Z

8- A morte dos grandes Jair Rodrigues e da poeta Maya Angelou










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Solange surpreende ate nas fotos do Réveillon


Ok, sou obcecada pela Solange Knowles Ferguson. Já escrevi tantas, mais tantas vezes sobre ela por aqui que já deu para perceber, né? Mas depois daquele casamento histórico, ela ainda surpreende. Olhem as fotos do Réveillon da diva, em um deserto da Califórnia. Parecem fotos de um catálogo de moda, não?



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Fotos retratam um Brasil escravo não tão distante


Salvador, em 1884 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Crianças admirando a vista da Glória, homens colhendo café e vendedoras de frutas na calçada. Descritas, seriam imagens cotidianas do Brasil, porém retratam um Brasil entre 1860-1885, ou seja, um Brasil escravo.

As fotos não documentam explicitamente a violência sofrida pelos negros, mas a sensação de opressão pode ser interpretada. Em uma das fotos, vemos um menino branco bem vestido se divertindo com o seu brinquedo, enquanto um grupo de crianças negras veste roupas esfarrapadas.

Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro, 1865.(Georges Leuzinger/Acervo Instituto Moreira Salles).

As imagens retratam, além de situações urbanas, o trabalho rural. Também nota-se que a maioria das fotos são posadas, uma exigência devido ao tamanho e peso do equipamento na época, mas carregam, assim, um tom artístico idealizado pelo fotógrafo. Apesar do movimento abolicionista estar ativo neste período, as fotos não tinham a intenção de denunciar a escravidão.

O acervo faz parte do Instituto Moreira Salles

 Bahia, 1870. (Acervo Instituto Moreira Salles)

 Lavagem do ouro, Minas Gerais, 1880. (Foto: Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Bairro da Glória visto  do Passeio Público, Rio de Janeiro, 1861 (Revert Henrique Klumb/Acervo Instituto Moreira Salles)

  Colheita do café, Rio de Janeiro, 1882 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles)

 Colheita de café, Vale do Paraíba, 1882 (Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles

 Trabalho no interior de uma mina de ouro, 1888, Minas Gerais. (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles)

Bahia, 1860 (Acervo Instituto Moreira Salles).

Quitandeiras em rua do Rio de Janeiro, 1875 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

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"África não é um país", diz slogan de campanha
























São 56 países com diferentes hábitos, fenótipos  e  línguas distintas (estima-se duas mil), mas para muita gente, Nigéria, Níger e Moçambique são a mesma coisa, ou seja, África é um país. Para combater esta ideia, um grupo de estudantes africanos nos Estados Unidos lançou a campanha "A verdadeira África: Combata o estereótipo"

São fotos que trazem os estudantes enrolados em bandeiras de países e, para cada foto, os jovens produziram uma frase que fosse de encontro aos comentários ofensivos que estão acostumados a escutar.

Como resultado, as imagens carregam fortes citações: "Os africanos não são todos parecidos"; "Africanos não precisam ser salvos"; "Eu não falo Africano porque Africano não é uma língua"

"Ações simples podem conscientizar, esperamos não fazer isso somente na universidade, mas em todo o mundo", disse a universitária Rita Bunatal à CNN.


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