UERJ: Cotistas de medicina tiveram mesmo rendimento de não-cotistas

11/05/2011



Não posso deixar passar em branco a matéria bacana do Estadão sobre a primeira turma de cotistas de Medicina da Uerj, que se formou este ano. Ao contrário do que clamam os defensores da extinção das cotas,  não houve  diferença de rendimento entre alunos não-cotistas e cotistas. Dos 43 cotistas admitidos, apenas quatro não concluíram o curso, mesmo número registrado entre os não-cotistas.

O caminho natural, após seis anos de faculdade, é fazer residência, o estágio de dois ou três anos em que os médicos se especializam em hospitais universitários ou da rede pública. O desafio é grande. As provas são mais disputadas que o vestibular. Nelas não há sistema de cotas. Passa quem sabe mais. É a meritocracia em estado puro.

Dos 35 cotistas localizados pelo jornal, 25 passaram nas provas. Os outros 9 cotistas nem tentaram entrar para residência. Ou porque não sabiam que especialidade escolher ou porque tinham pressa em trabalhar em plantões e ganhar muito mais que os R$ 2,2 mil da bolsa residência. Médicos recém-formados, mesmo sem especialização e prática, chegam a ganhar R$ 12 mil por mês.  Entre os 44 não cotistas, 37 estão na residência. 

Chupa essa manga aí, Ali Kamel! 


Parabéns aos novos médicos!

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