Pluralidade dificulta o combate ao preconceito, diz ministra

12/05/2010


A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, disse que por causa da pluralidade social é difícil lidar com o preconceito no Brasil. “Talvez seja mais fácil combater o preconceito em outros países, onde ele é mais explícito. Aqui [no Brasil] tudo é colorido, o convívio parece ser melhor e, então, fica mais difícil implantar políticas sociais”.

Nicéa Freire participou do seminário Gestoras e Gestores de Promoção de Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres. O evento reúne até quarta-feira (12) várias entidades governamentais a fim de discutir políticas públicas no combate à discriminação racial, social e de etnia no país.

Para o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social, Eloi Ferreira de Araújo, que também participou da cerimônia de abertura do seminário,o pior preconceito é aquele que se faz invisível.

“No Brasil ninguém é machista e ninguém é racista, ao menos perante a lei. Mas, essa lei não reflete a nossa realidade”, disse o ministro que exemplificou o problema citando a diferença salarial entre mulheres e homens, ainda mais agravado em casos de mulheres negras.

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